quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Intervenção social é saúde!



Desenvolvimento Social







A Secretaria de Desenvolvimento Social trabalha para garantir os direitos e o acesso a bens e serviços a cidadãos e grupos em situação de vulnerabilidade e risco social no Estado. Para isso, elabora, coordena e avalia toda a política de Assistência e Desenvolvimento Social, além de promover parcerias e a transferência e geração de renda aos 645 municípios paulistas.

O Governo do Estado ainda oferece, por meio de vários programas, acesso à qualificação, emprego e renda a milhares de paulistas, além de investir em cursos de qualificação e requalificação profissional e novas tecnologias, abrindo caminhos para a geração de renda e a manutenção do emprego no Estado.

Um exemplo do compromisso do governo paulista no combate à pobreza foi a unificação do programa estadual Renda Cidadã ao programa do Governo Federal Bolsa Família. Com isso, foi possível fazer o mapeamento e a localização das famílias em situação de vulnerabilidade social, para oferecer assistência e acelerar seu processo de inclusão.

Programas e Ações
Combate à pobreza
O Governo do Estado assinou um termo de adesão com 100 cidades paulistas de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para localizar famílias que vivam em condições de extrema pobreza, ou seja, com renda per capita mensal abaixo de R$ 70. O objetivo é inseri-las em um projeto de erradicação da pobreza transferindo renda com a integração dos programas Renda Cidadã, do governo estadual, e o Bolsa Família, do governo federal.

O Renda Cidadã é um programa de transferência de renda associado a ações complementares, que promove o desenvolvimento e a autonomia de famílias com renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo.

A extrema pobreza ainda é um desafio a ser superado no Estado de São Paulo. Segundo o IBGE, do total de 16,2 milhões de pessoas consideradas extremamente pobres no Brasil, cerca de 1,1 milhão residem no Estado de São Paulo, o que representa 2,6% da população paulista. Desse total, cerca de 630 mil concentram-se nas regiões metropolitanas do Estado.

O programa Família Paulista, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social em parceria com municípios, secretarias estaduais e entidades não governamentais, foi criado para combater as múltiplas privações das famílias em situação de extrema pobreza e promoção da mobilidade e desenvolvimento social.

Entre 2016 a 2019, serão beneficiadas cerca de 200 mil famílias residentes nos municípios do Estado de São Paulo, que já estejam inseridas no Cadastro Único para Projetos Sociais do Governo Federal (CadÚnico), prioritariamente com renda mensal menor ou igual a R$ 77,00 per capita. Inicialmente, o projeto será implantado na região Metropolitana de São Paulo atendendo 50 mil famílias.

O programa de segurança alimentar do Governo do Estado de São Paulo foi criado em dezembro de 2000 para oferecer à população de baixa renda, refeições saudáveis e de qualidade a custo acessível. Atualmente, há 51 unidades no Estado: 22 na Capital; 8 na Grande São Paulo; 6 no litoral e 15 no interior. A rede de restaurantes serve diariamente mais de 84 mil refeições.

O almoço, com 1.200 calorias, composto por arroz, feijão, salada, legumes, um tipo de carne, farinha de mandioca, pãozinho, suco e sobremesa (geralmente uma fruta da época), tem custo de R$ 1 para o usuário. O subsídio do governo é de R$ 3,81 para adultos e de R$ 4,81 para crianças com até 6 anos, que não pagam pela refeição.

Já o café da manhã tem leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, requeijão ou frios e uma fruta da estação. A refeição, de 400 calorias em média, custa R$ 0,50 ao usuário. Em setembro de 2011, este serviço foi implantado em todos os restaurantes, com subsídio do Estado no valor de R$ 1,03 por refeição matinal.

Desde a inauguração do programa Bom Prato, foram servidas 166.388.852 refeições e investidos R$ 420.122.616,29 entre custeio das refeições, implantação e revitalização das unidades (dados atualizados em 08/2016).

Estimular a conclusão da escolaridade básica aos jovens é o objetivo do programa Ação Jovem, que possibilita os beneficiários a continuarem o aprendizado para o desenvolvimento pessoal e a inserção no mercado do trabalho, além da preparação efetiva do exercício da cidadania.

Têm direito ao benefício estudantes de 15 a 24 anos, com prioridade para aqueles com renda familiar de até um quarto do salário mínimo por pessoa. O valor é de R$ 80 mensais por pessoa, desde que tenha frequência escolar mínima de 75%.

Segundo dados de 2015 da Fundação SEADE – Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados, a população idosa representa 13,19% da população total do Estado de São Paulo (cerca de 5,6 milhões de pessoas). Nas regiões Noroeste, Baixada Santista e Grande São Paulo, os índices de envelhecimento são bastante elevados.

Este novo perfil populacional demanda ações efetivas e integradas do Estado para garantir o envelhecimento ativo do idoso, fortalecendo seu papel social e também uma nova postura diante do envelhecimento.

Direcionado para pessoas acima de 60 anos, o programa Amigo do Idoso propõe ações voltadas à proteção, educação, saúde e participação da população idosa do Estado, com participação de onze Secretarias de Estado e do Fundo Social de Solidariedade (FUSSESP).

Serviços e informações
SECRETARIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Rua Bela Cintra, 1.032 – 11º andar – CEP 01415-000 – São Paulo (SP)
(011) 2763-8000 (PABX)

sábado, 23 de setembro de 2017

A natureza é sábia



Materiais que morrem degradam-se após tempo de vida definido




Redação do Site Inovação Tecnológica -  27/07/2017





Esse gel pode ser usado para manter alguma coisa - física ou química - em um determinado local ou posição, e depois se degradar naturalmente, liberando sua carga. [Imagem: Benedikt Rieb/TUM]


 Natural versus sintético
Você já parou para pensar que a natureza não possui lixões, que tudo se degrada naturalmente com o passar do tempo - e um tempo geralmente muito curto?

E, em contraposição, que os materiais fabricados pelo homem tendem a durar o suficiente para se amontoarem e interferirem com a natureza?

Esta é uma das principais diferenças entre os materiais biológicos, ou vivos, e as substâncias artificiais, ou sintéticas. Em termos físicos, tudo é uma questão de diferença na "gestão de energia": os materiais feitos pelo homem estão em equilíbrio com o ambiente, o que significa que eles não trocam moléculas e energia, permanecendo como são por um tempo indefinido.

"Até agora, a maioria das substâncias artificiais são quimicamente muito estáveis: para decompô-las novamente em seus componentes é preciso gastar muita energia," explica o professor Job Boekhoven, da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, ressaltando que a reciclagem é a única opção que nos resta, mas que ela é energeticamente muito cara.

A natureza funciona de acordo com outro princípio: os materiais biológicos, desde as células, não estão energeticamente em equilíbrio com o meio ambiente. Eles exigem uma entrada constante de energia, na forma de alimento, água, luz do Sol etc, para sua construção, manutenção e reparo.

"A natureza não produz depósitos de lixo. Em vez disso, as células biológicas estão constantemente sintetizando novas moléculas a partir de moléculas recicladas. Algumas dessas moléculas se reúnem em estruturas maiores, os chamados conjuntos supramoleculares, que formam os componentes estruturais da célula. Esse conjunto dinâmico nos inspirou a desenvolver materiais que se descartam a si mesmos quando não são mais necessários," disse Boekhoven.

Materiais com tempo de vida
A boa notícia é que já está pronto o primeiro lote dessa nova classe de materiais supramoleculares, que se desintegram em um tempo predeterminado - uma característica que deverá ser usada em inúmeras aplicações.

Reunindo uma equipe de químicos, físicos e engenheiros, o trabalho baseou-se no modelo natural: os blocos de construção molecular são inicialmente livres para se movimentar, mas se for adicionada energia - na forma de moléculas - as estruturas supramoleculares se formam. Tão logo a energia se esgota, as estruturas supramoleculares se desintegram de forma autônoma, sem a necessidade de nenhuma ação externa.

Assim, a vida útil do material pode ser predefinida pela quantidade de combustível adicionada. As primeiras versões do material podem ser configuradas para se degradar de forma autônoma de alguns minutos até várias horas. Além disso, após um ciclo, o material degradado pode ser reutilizado simplesmente adicionando mais "alimento" - outro lote de moléculas de energia.

Estas primeiras versões das estruturas supramoleculares feitas pelo homem são diferentes tipos de anidridos que se juntam em coloides, hidrogéis ou tintas supramoleculares. Uma reação química em cadeia converte dicarboxilatos em anidridos metaestáveis graças ao consumo irreversível de carbodi-imida como combustível. Devido ao seu caráter metaestável, os anidridos hidrolizam para seus dicarboxilatos originais, com meias-vidas na faixa de segundos até vários minutos.


A equipe fabricou tintas com tempo de vida - elas se apagam quando sua vida termina, mas podem voltar a mostrar sua mensagem se receberem mais "alimento". [Imagem: Marta Tena-Solsona et al. - 10.1038/ncomms15895]

Fim do lixo?
Com base nesses avanços, será que já dá para pensar em construir máquinas supramoleculares ou telefones celulares que simplesmente desaparecerão quando não forem mais necessários?

"Isso pode não ser completamente impossível, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Agora estamos trabalhando no básico," ressalta o professor Boekhoven.
Bibliografia:

Far-from-equilibrium supramolecular materials with a tunable lifetime
Marta Tena-Solsona, Benedikt Rieb, Raphael K. Grötsch, Franziska C. Löhrer, Caren Wanzke, Benjamin Käsdorf, Andreas R. Bausch, Peter Müller-Buschbaum, Oliver Lieleg, Job Boekhoven
Nature Communications
Vol.: 8, 15895
DOI: 10.1038/ncomms15895