terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Anvisa certifica fábrica da Coronavac na China

Anvisa certifica fábrica da  Coronavac na China 

Técnicos da Anvisa e observadores do Instituto Butantan visitaram instalações do laboratório chinês Sinovac. Certificado de boas práticas de fabricação é pré-requisito para pedidos de aprovação de imunizantes no Brasil. 


Funcionário do laboratório chinês Sinovac analisando doses numa fábrica em Pequim


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta segunda-feira (21/12) a certificação de Boas Práticas de Fabricação para o laboratório chinês Sinovac. Com isso, a Coronavac é a primeira vacina a receber o aval positivo de fabricação pela Anvisa. 


O certificado é resultado de uma visita feita por técnicos da Anvisa e observadores do Instituto Butantan às instalações da Sinovac na China. O grupo inspecionou a produção entre 30 de novembro e 4 de dezembro e se reuniu com executivos da empresa chinesa. 


A equipe de inspeção também visitou laboratórios da AstraZeneca, que trabalha numa vacina contra a covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford. Um relatório sobre a visita ainda não foi divulgado. As farmacêuticas americanas Moderna e Pfizer também entregaram um pedido para receberem as certificações de boas práticas da Anvisa. 


O certificado concedido à Sinovac é válido por dois anos e é um pré-requisito protocolar para pedidos de autorização de uso emergencial e de registros definitivos para vacinas no Brasil. Com o certificado em mãos, a Sinovac e o Instituto Butantan podem entrar com o pedido de uso emergencial para a Coronavac – não houve ainda pedidos de uso emergencial de nenhum fabricante no Brasil.          


A certificação da Sinovac ocorreu no mesmo dia em que o Instituto Butantan anunciou a conclusão da terceira e última fase de testes clínicos da Coronavac. O instituto comunicou que enviaria os resultados para a Anvisa e afirmou que, "em breve, a primeira vacina brasileira contra a covid-19 estará pronta para salvar vidas". Os resultados devem ser divulgados na quarta-feira. 


O estudo clínico foi realizado com mais de 13 mil voluntários. Segundo o governo estadual de São Paulo, a terceira fase de testes da Coronavac no Brasil registrou pelo menos 170 voluntários contaminados e superou o valor mínimo de infecções para validar o ensaio clínico. 


O estudo conclusivo vai medir a taxa de eficácia da vacina ao comparar os casos de infecção com participantes que tomaram o imunizante e que receberam placebo. A taxa mínima de eficácia aceitada pela Anvisa é de 50%. 


São Paulo espera ter 10 milhões de doses antes de 2021 


Também nesta segunda-feira, o governo de São Paulo anunciou a compra de mais de 100 milhões de seringas e agulhas destinadas à vacinação com a Coronavac. 


O governador João Doria (PSDB) também manteve a previsão de iniciar a vacinação em 25 de janeiro, data em que se comemora a fundação da cidade de São Paulo. Atualmente, o estado possui 11 milhões de seringas e agulhas reservadas para a vacinação contra a covid-19. 


Na quinta-feira, o governo paulista receberá novos lotes de insumos para a produção de 5,5 milhões de doses da Coronavac, num voo vindo de Pequim. Atualmente, 3,1 milhões de doses estão armazenadas no Instituto Butantan. 


O governo de São Paulo espera receber outros dois carregamentos somando 2 milhões de doses até o final do ano – a expectativa é entrar em 2021 com cerca de 10 milhões de doses disponíveis.

 

Na semana passada, o governo federal incluiu a Coronavac no plano nacional de imunização. No entanto, o governo do estado de São Paulo ainda aguarda que a intenção de compra de doses seja formalizada pelo Ministério da Saúde. 




Noticia: dw.com

 

 
 

 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Arrecadação federal tem melhor desempenho para novembro em seis anos


Superintendência da Receita Federal, em Brasília.

 Arrecadação federal tem melhor desempenho para novembro em seis anos

Recuperação econômica e tributos adiados melhoram resultado



A recuperação da economia e o pagamento de tributos adiados no início da pandemia de covid-19 fizeram a arrecadação federal ter, em novembro, o melhor desempenho para o mês em seis anos. No mês passado, o governo federal arrecadou R$ 140,101 bilhões, alta de 7,31% em relação a novembro de 2019 descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 


De janeiro a novembro, o governo federal arrecadou R$ 1,32 trilhão. Apesar do repique nos últimos meses, a arrecadação acumula queda de 7,95% em relação ao mesmo período do ano passado, também em valores corrigidos pelo IPCA. Gradualmente, o desempenho da arrecadação acumulada melhora. De janeiro a julho, o encolhimento nas receitas chegou a 15,16% na mesma comparação. 


Segundo a Receita Federal, a recuperação de setores da economia, principalmente da produção industrial e do comércio, ajudou a impulsionar a arrecadação em novembro. Isso compensou a queda na arrecadação dos serviços e das importações. Além disso, o pagamento de tributos suspensos no primeiro semestre ajudou a impulsionar a arrecadação em R$ 14,77 bilhões no mês passado. 


A arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) subiu 19,46% acima da inflação em novembro na comparação com o mesmo mês de 2019. Além do crescimento da venda de bens, o tributo reflete o pagamento de PIS/Cofins suspenso no início da pandemia de covid-19. 


A arrecadação com as receitas previdenciárias aumentou 10,58% na mesma comparação, beneficiada pelo aumento do emprego formal nos últimos meses. A arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aumentou 9,66% acima da inflação, beneficiada por um recolhimento atípico de R$ 1,2 bilhão em novembro. Alegando respeito ao sigilo fiscal, a Receita Federal não informou em que setor da economia ocorreu o pagamento extraordinário de IRPJ/CSLL. 

 

Noticia: Agência Brasil



 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido', diz Mourão

 'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido', diz Mourão

Segundo Mourão, é "normal" que medidas restritivas possam ocorrer no futuro, a exemplo de outros imunizantes, como a febre amarela

'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido', diz Mourão

Na mesma linha de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta sexta-feira que a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 já estava "definida há muito tempo". Segundo ele, é "normal" que medidas restritivas possam ocorrer no futuro, a exemplo de outros imunizantes, como a febre amarela. Ele criticou, contudo, a "agitação" em torno do assunto.

"Essa questão da vacina o presidente (Jair Bolsonaro) desde o começo colocou que ninguém vai agarrar ninguém para vacinar. Então, a vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido há muito tempo, mas vai ter gente que não vai se vacinar", disse na chegada à vice-presidência pela manhã.

Na visão dele, uma vez que a vacina seja disponibilizada para todos, medidas poderão ser aplicadas cobrando a vacina como requisito para certas atividades. "Depois que a gente conseguir disponibilizar a vacina para toda a população poderão em algum momento ocorrer medidas até de... como é o caso, por exemplo, da vacina para febre amarela, você só viaja para determinadas regiões tendo sido vacinado", comentou.

Na quinta-feira, 17, a maior parte dos ministros do Supremo foi a favor da vacinação obrigatória, sem que isso signifique uma imunização à força. Na prática, Estados e municípios terão autonomia para definir sanções contra quem não tomar a vacina, desde que sejam medidas razoáveis e amparadas em leis.

"No próprio serviço público, vou dizer aqui, nas Forças Armadas para ingressar tem que apresentar certificado de algumas vacinas. Então, isso poderá ocorrer no futuro, mas é uma coisa normal isso aí. O que está sendo feito é muita agitação em torno de algo que já é normal na nossa vida", declarou o vice.

Questionado, Mourão evitou responder se a falta de imunizantes para toda a população, prevista por Bolsonaro, poderá atrasar o retorno à normalidade. Ele destacou previsão do Ministério da Saúde de imunizar 150 milhões de brasileiros no ano que vem. O vice-presidente também reforçou que tomará o imunizante desde que seja "eficaz e seguro". "Não (tomarei) uma daquela que depois eu vá passar mal, eu sou velhinho não pode dar mole não, pô", brincou.

Mais uma vez, o vice-presidente defendeu aguardar até que as vacinas estejam disponíveis no País. "Uma coisa é clara, a vacina já tem, é só chegar. Vamos olhar o seguinte, nenhuma dessas empresas que estão fabricando a vacina pediram o registro aqui no Brasil, nem emergencial nem definitivo, estamos aguardando", disse.

Mourão também comentou o discurso pacificador feito pelo presidente Jair Bolsonaro no evento de lançamento do plano nacional de vacinação na última quarta-feira, 16. No dia, o chefe do Executivo minimizou "excessos" ocorridos durante a pandemia, pregando união entre o Executivo e os governadores. "O presidente tem uma sensibilidade muito grande, às vezes vocês podem achar que não, mas ele tem essa sensibilidade", observou Mourão.


Noticia: Noticiasaominuto

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Chocante e alarmante': hospital indiano avisa de fungo mortal em pacientes recuperados da COVID-19

Pacientes são atendidos no hospital do governo distrital em Eluru, no estado de Andhra Pradesh, Índia, 6 de dezembro de 2020

 Chocante e alarmante': hospital indiano avisa de fungo mortal em pacientes recuperados da COVID-19

Um dos principais hospitais indianos expressou preocupações sobre casos crescentes de infecção por fungo "mortal" em pacientes recuperados do coronavírus ou assintomáticos.

Uma das instituições designadas para tratar pacientes com COVID-19, o Sir Ganga Ram Hospital, situado em Nova Deli, alertou as autoridades indianas sobre o risco de infecção com um fungo perigoso de pacientes assintomáticos ou recuperados da COVID-19. No momento, Nova Deli é uma das regiões indianas com o maior número de casos.

Segundo o relatório do hospital, nos últimos 15 dias já foram registrados 10 casos de mucormicose desencadeada pela COVID-19, com mais de 50% dos pacientes sofrendo perda de visão e a remoção de seu nariz e osso da mandíbula.

Sendo uma rara infecção por um grupo de fungos chamados mucormycetes, que podem entrar no corpo humano através do ar (via esporas de fungo) ou da pele por causa de feridas na pele, a mucormicose afeta principalmente pessoas com níveis de imunidade comparativamente baixos.

"A mortalidade está sendo observada atualmente na ordem de 50% (cinco pacientes) com morte certa quando há envolvimento do cérebro", anunciou o relatório do hospital na segunda-feira (14).

 Dr. Munish Munjal, um especialista de otorrinolaringologia (ORL) do hospital, disse que a "doença alarmante" não é nova, "o que é novo é que a COVID está desencadeando mucormicose".

"A frequência com que estamos testemunhando a ocorrência de mucormicose desencadeada pela COVID-19 com alta morbidade e mortalidade nunca foi vista antes e isto é chocante e alarmante", adicionou.

Em um dos casos recentes de mucormicose provocada pela COVID-19, um empresário de 32 anos de idade de Nova Deli acabou facialmente "desfigurado" depois de ter contraído o fungo após sua recuperação do coronavírus.

As autoridades do hospital detalharam que o homem desenvolveu uma "obstrução do nariz" no lado esquerdo, bem como olhos inchados, apenas dois dias depois de ter se recuperado da COVID-19. As amostras dele demonstraram altos níveis do fungo.

O paciente foi submetido a tratamento com medicamentos antifúngicos e suporte vital em cuidados críticos e agora ele ainda está no hospital.

 Dr. Shastri, vice-presidente de cuidados críticos do Sir Ganga Ram Hospital, afirma que "é uma tarefa hercúlea recuperar a competência imunológica de um paciente enfraquecido pela COVID-19".

Entretanto, na segunda-feira (14) a Índia registrou no total 352.000 casos ativos da COVID, o mais baixo em 149 dias. O país é o segundo no mundo com maior número de casos do vírus confirmados, reportando cerca de 9,8 milhões de infecções com 143.000 óbitos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.


Noticia: sputniknews