segunda-feira, 8 de julho de 2019

Acidentes com escorpiões no DF


Aumenta número de acidentes com escorpiões no DF
Publicado em 05/07/2019 - 16:47
Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil Brasília







Escorpião encontrado no local onde estava armazenada a merenda que seria servida a estudantes
De janeiro a junho deste ano, a Vigilância Ambiental do Distrito Federal recebeu 824 notificações de acidentes envolvendo escorpiões. Em todos os meses de 2018, foram registrados, no Distrito Federal, 1.229 casos. Passada a metade do ano, os 824 incidentes já representam 67% de todas as notificações feitas junto à Vigilância Ambiental nas regiões administrativas do DF no ano passado.
Na semana passada, uma criança de 4 anos morreu picada por um escorpião enquanto dormia. As reclamações têm se multiplicado na capital e em outros estados do país. Este não é um fenômeno apenas recente. Nos últimos anos, a incidência de episódios envolvendo escorpiões na capital tem aumentado. Em 2015 foram 514; em 2016, 887; em 2017, 955; e em 2018, 1.229.
A exemplo do DF, a ampliação dos acidentes envolvendo escorpiões é um fenômeno que ocorre no conjunto do país. O banco de dados de casos do Ministério da Saúde registrou 86.413 casos em 2015, 91.722 mil em 2016, 125.229 em 2017 e 156.702 em 2018.
Cuidados
Para evitar a presença de escorpiões, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal recomenda algumas medidas. Para quem mora em casas, é importante retirar entulhos, restos de construção e aglomeração de lixo, locais buscados por esses animais. Os escorpiões gostam também de espaços escuros e úmidos. Assim, é preciso fechar acessos a frestas, canos e instalações elétricas. Outro cuidado é verificar sapatos, toalhas, roupas e roupas de cama no momento de entrar em contato com esses objetos.
Uma recomendação para evitar a entrada em casa é a adoção de rodos duplos de borracha nas portas, telas nos ralos e janelas. Um chamariz importante de ser controlado são as baratas, alimento dos escorpiões.
Os moradores podem recorrer à vigilância ambiental do seu estado tanto para orientações de prevenção quando encontrarem um escorpião. Para o biólogo da Vigilância Ambiental do Distrito Federal Israel Martins, é importante que os moradores passem a adotar as medidas preventivas e também recorram às equipes da instituição.
“Pessoas precisam saber que há serviço de vigilância que pode auxiliar. No DF, temos 10 equipes. Se for dividir as 824 ocorrências de 2019 pelo número de equipes, dá menos de um por dia. Falta à população tomar mais conhecimento desse serviço e acreditar mais nas medidas preventivas”, disse o biólogo.
Além dessas medidas, em caso de alguém ser picado é preciso conferir se o hospital ou unidade de saúde para onde a pessoa pretende se deslocar tem soro antiescorpiônico. Secretarias de Saúde podem ter centros de informação toxicológica para fornecer orientações, que podem ser buscadas pelos interessados ou envolvidos nesses incidentes.
Edição: Fernando Fraga
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

reajustes de diesel e gasolina


Petrobras vai rever periodicidade de reajustes de diesel e gasolina
Publicado em 12/06/2019 - 21:21
Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro




Rio de Janeiro - O edifício sede da Petrobras, no centro da cidade. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A diretoria executiva da Petrobras aprovou a revisão na periodicidade de reajustes nos preços de óleo diesel e da gasolina comercializados nas suas refinarias. Conforme a companhia, “a partir de agora, os reajustes de preços de diesel e gasolina serão realizados sem periodicidade definida” e serão feitos “de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo, possibilitando a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível”, informou a empresa por meio de nota.
Na visão da diretoria, a aplicação imediata da revisão permitirá à Petrobras, no momento, reduzir os preços do diesel acompanhando as variações dos preços internacionais observadas nos últimos dias.
“Ficam mantidos os princípios que balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação, nível de participação no mercado e mecanismos de proteção via derivativos”, concluiu a companhia.
Edição: Fábio Massalli
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domingo, 26 de maio de 2019

Vidas que se perdem


Acidentes no trânsito deixaram mais de 1,6 milhão feridos em 10 anos
Seis de cada dez casos graves são de pessoas entre 15 e 39 anos
Publicado em 23/05/2019 - 08:03
Por Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Brasília






Os acidentes no trânsito deixaram mais de 1,6 milhão de brasileiros feridos nos últimos dez anos, e representaram um custo de cerca de R$ 2,9 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). As informações estão em levantamento divulgado hoje (23) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com base em dados do Ministério da Saúde. 

Os dados apurados revelam também que entre 2009 e 2018 houve um aumento de 33% na quantidade de internações por desastres nas ruas e estradas. 

Na avaliação do diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e membro da Câmara Técnica do CFM, Antônio Meira, esses acidentes já são considerados um dos principais problemas de saúde pública do país.

“Além de provocar sobrecarga no serviço com aumento da ocupação dos leitos hospitalares, causa um prejuízo irreparável quando ocorre uma morte ou uma pessoa fica incapacitada para suas atividades habituais, como também traz prejuízo enorme para a saúde pública”, detalha o diretor.

Internações
O levantamento assinala que o número de internações no SUS por desastres nas ruas e estradas do Tocantins saltaram de 60 em 2009 para 1.348 em 2018. Pernambuco também teve crescimento significativo passando de 845 para 6.969.

Em alguns estados houve queda no número de internações. O Maranhão reduziu em 40% as internações por acidentes de transporte nos últimos dez anos, seguido por Rio Grande do Sul (22%) e Paraíba (20%).

São Paulo e Minas Gerais lideram o ranking de gastos federais com atendimentos por desastres nas ruas e estradas. Em 2018, o gasto de São Paulo foi de R$ 57 milhões e de Minas Gerais, de R$ 29 milhões.

O integrante do CFM, Antônio Meira, explica que as internações de vítimas de acidente de trânsito são mais onerosas. “As internações por acidente de trânsito são mais onerosas do que por outros tipos de doenças porque no geral são politraumatizados, precisam de cirurgias complexas, ortopédicas, neurológicas, precisam ficar em UTIs”.

Perfil
Entre as vítimas graves do tráfego no período de 2009 a 2018, os dados apontam que 60% dos casos são de pessoas entre 15 e 39 anos. Os maiores de 60 anos representam 8,4% do total e a faixa etária até os 14 anos representa 8,2%. Os principais acidentados são os homens (80%).

Prevenção
Em relação à prevenção dos acidentes relacionados ao trânsito, Antônio Meira diz que grande parte deles são provocados por fatores passíveis de serem evitados - como desrespeito às leis de trânsito, dirigir sob efeito de álcool e drogas, excesso de velocidade e não usar equipamentos de segurança como cinto e capacete. O diretor ressalta que para a prevenção é importante que haja campanhas de conscientização permanentes e fiscalização, além de ser necessário melhorar a infraestrutura das vias.


O movimento é internacional e chama a atenção para o alto índice de mortes e feridos no trânsito com o intuito de estimular os condutores, pedestres e passageiros optarem por um trânsito mais seguro. O laço amarelo é o símbolo do movimento.
Assista também na TV Brasil: Campanha "Maio Amarelo" conscientiza sobre cuidados no trânsito
Edição: Gilberto Costa