sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido', diz Mourão

 'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido', diz Mourão

Segundo Mourão, é "normal" que medidas restritivas possam ocorrer no futuro, a exemplo de outros imunizantes, como a febre amarela

'Vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido', diz Mourão

Na mesma linha de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-presidente Hamilton Mourão avaliou nesta sexta-feira que a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 já estava "definida há muito tempo". Segundo ele, é "normal" que medidas restritivas possam ocorrer no futuro, a exemplo de outros imunizantes, como a febre amarela. Ele criticou, contudo, a "agitação" em torno do assunto.

"Essa questão da vacina o presidente (Jair Bolsonaro) desde o começo colocou que ninguém vai agarrar ninguém para vacinar. Então, a vacina ser obrigatória é algo que já estava decidido há muito tempo, mas vai ter gente que não vai se vacinar", disse na chegada à vice-presidência pela manhã.

Na visão dele, uma vez que a vacina seja disponibilizada para todos, medidas poderão ser aplicadas cobrando a vacina como requisito para certas atividades. "Depois que a gente conseguir disponibilizar a vacina para toda a população poderão em algum momento ocorrer medidas até de... como é o caso, por exemplo, da vacina para febre amarela, você só viaja para determinadas regiões tendo sido vacinado", comentou.

Na quinta-feira, 17, a maior parte dos ministros do Supremo foi a favor da vacinação obrigatória, sem que isso signifique uma imunização à força. Na prática, Estados e municípios terão autonomia para definir sanções contra quem não tomar a vacina, desde que sejam medidas razoáveis e amparadas em leis.

"No próprio serviço público, vou dizer aqui, nas Forças Armadas para ingressar tem que apresentar certificado de algumas vacinas. Então, isso poderá ocorrer no futuro, mas é uma coisa normal isso aí. O que está sendo feito é muita agitação em torno de algo que já é normal na nossa vida", declarou o vice.

Questionado, Mourão evitou responder se a falta de imunizantes para toda a população, prevista por Bolsonaro, poderá atrasar o retorno à normalidade. Ele destacou previsão do Ministério da Saúde de imunizar 150 milhões de brasileiros no ano que vem. O vice-presidente também reforçou que tomará o imunizante desde que seja "eficaz e seguro". "Não (tomarei) uma daquela que depois eu vá passar mal, eu sou velhinho não pode dar mole não, pô", brincou.

Mais uma vez, o vice-presidente defendeu aguardar até que as vacinas estejam disponíveis no País. "Uma coisa é clara, a vacina já tem, é só chegar. Vamos olhar o seguinte, nenhuma dessas empresas que estão fabricando a vacina pediram o registro aqui no Brasil, nem emergencial nem definitivo, estamos aguardando", disse.

Mourão também comentou o discurso pacificador feito pelo presidente Jair Bolsonaro no evento de lançamento do plano nacional de vacinação na última quarta-feira, 16. No dia, o chefe do Executivo minimizou "excessos" ocorridos durante a pandemia, pregando união entre o Executivo e os governadores. "O presidente tem uma sensibilidade muito grande, às vezes vocês podem achar que não, mas ele tem essa sensibilidade", observou Mourão.


Noticia: Noticiasaominuto

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Chocante e alarmante': hospital indiano avisa de fungo mortal em pacientes recuperados da COVID-19

Pacientes são atendidos no hospital do governo distrital em Eluru, no estado de Andhra Pradesh, Índia, 6 de dezembro de 2020

 Chocante e alarmante': hospital indiano avisa de fungo mortal em pacientes recuperados da COVID-19

Um dos principais hospitais indianos expressou preocupações sobre casos crescentes de infecção por fungo "mortal" em pacientes recuperados do coronavírus ou assintomáticos.

Uma das instituições designadas para tratar pacientes com COVID-19, o Sir Ganga Ram Hospital, situado em Nova Deli, alertou as autoridades indianas sobre o risco de infecção com um fungo perigoso de pacientes assintomáticos ou recuperados da COVID-19. No momento, Nova Deli é uma das regiões indianas com o maior número de casos.

Segundo o relatório do hospital, nos últimos 15 dias já foram registrados 10 casos de mucormicose desencadeada pela COVID-19, com mais de 50% dos pacientes sofrendo perda de visão e a remoção de seu nariz e osso da mandíbula.

Sendo uma rara infecção por um grupo de fungos chamados mucormycetes, que podem entrar no corpo humano através do ar (via esporas de fungo) ou da pele por causa de feridas na pele, a mucormicose afeta principalmente pessoas com níveis de imunidade comparativamente baixos.

"A mortalidade está sendo observada atualmente na ordem de 50% (cinco pacientes) com morte certa quando há envolvimento do cérebro", anunciou o relatório do hospital na segunda-feira (14).

 Dr. Munish Munjal, um especialista de otorrinolaringologia (ORL) do hospital, disse que a "doença alarmante" não é nova, "o que é novo é que a COVID está desencadeando mucormicose".

"A frequência com que estamos testemunhando a ocorrência de mucormicose desencadeada pela COVID-19 com alta morbidade e mortalidade nunca foi vista antes e isto é chocante e alarmante", adicionou.

Em um dos casos recentes de mucormicose provocada pela COVID-19, um empresário de 32 anos de idade de Nova Deli acabou facialmente "desfigurado" depois de ter contraído o fungo após sua recuperação do coronavírus.

As autoridades do hospital detalharam que o homem desenvolveu uma "obstrução do nariz" no lado esquerdo, bem como olhos inchados, apenas dois dias depois de ter se recuperado da COVID-19. As amostras dele demonstraram altos níveis do fungo.

O paciente foi submetido a tratamento com medicamentos antifúngicos e suporte vital em cuidados críticos e agora ele ainda está no hospital.

 Dr. Shastri, vice-presidente de cuidados críticos do Sir Ganga Ram Hospital, afirma que "é uma tarefa hercúlea recuperar a competência imunológica de um paciente enfraquecido pela COVID-19".

Entretanto, na segunda-feira (14) a Índia registrou no total 352.000 casos ativos da COVID, o mais baixo em 149 dias. O país é o segundo no mundo com maior número de casos do vírus confirmados, reportando cerca de 9,8 milhões de infecções com 143.000 óbitos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.


Noticia: sputniknews

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Saúde lança plano de ampliação da vigilância epidemiológica





 Saúde lança plano de ampliação da vigilância epidemiológica 

     Vigiar SUS deve ajudar em ações de reposta à pandemia no Brasil 


O Ministério da Saúde apresentou hoje (29), durante a coletiva de imprensa de atualização do cenário epidemiológico da covid-19, um pacote de ações para ampliação da resposta à pandemia. Chamado Vigiar SUS, o programa deve capacitar e habilitar profissionais de saúde, além da intensificação das ações de combate ao novo coronavírus. O programa é baseado em oito eixos estratégicos. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saude, Arnaldo Medeiros, fez as atualizações e apresentou o Vigiar SUS. 

 

Veja na íntegra: 



segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Índia ultrapassa 50 mil mortes desde o início da pandemia

 Ala de hospital na Índia preparada para receber pessoas com coronavírus, na cidade de Chennai

   Mais de 900 mortes foram registradas nas últimas 24 horas

 

A Índia ultrapassou hoje (17) as 50 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, depois de mais 900 óbitos registrados nas últimas 24 horas, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde indiano.

O país é o quarto do mundo com o maior número de mortes (50.921), atrás dos Estados Unidos (169.841), do Brasil (107.852) e México (56.757).

Desde o início da pandemia, a Índia contabilizou 2.589.682 casos confirmados de covid-19, segundo dados divulgados hoje pela Universidade Johns Hopkins.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 766 mil mortos e infetou mais de 21,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus, detectado no fim de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido a China como centro da pandemia em fevereiro, o Continente Americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Noticia : Agencia Brasil

 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Covid-19: Brasil chega a 2,6 milhões de casos e 91,2 mil mortes

Até o momento, 1.824.095 brasileiros já se recuperaram da doença

Um funcionário do laboratório Hermes Pardini trabalha no teste da doença do coronavírus (COVID-19) com amplificação por PCR, em Vespasiano, perto de Belo Horizonte, Brasil, em 23 de julho de 2020. Foto tirada em 23 de julho de 2020. REUTERS /

O Brasil chegou a 2.610.102 casos acumulados de covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registradas mais 57.837 pessoas infectadas. Ontem (29), o sistema trazia 2.552.265 casos desde o início da pandemia. Os dados são da atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada no início da noite desta quinta-feira (30).https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1312659&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1312659&o=node

Também conforme o balanço do órgão, foram 91.263 vidas perdidas desde o início da pandemia. O painel recebeu 1.129 novos registros nas últimas 24 horas. Ainda há 3.591 óbitos em investigação. Ontem, o sistema marcava 90.134 falecimentos em função da doença.

Ainda de acordo com a atualização diária do Ministério da Saúde, há 694.744 pacientes em acompanhamento. Outras 1.824.095 pessoas já se recuperaram da covid-19.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3.5%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 43,4. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1.242.